Funcionários de gabinete do presidente da AL confirmam à polícia que recebiam sem trabalhar

Pelo menos dois funcionários do gabinete do novo presidente da Assembleia Legislativa, Antônio Andrade (PHS), confessaram para a Polícia Civil que recebiam sem trabalhar. O deputado, que é mais conhecido como Toinho Andrade, assumiu a presidência da Assembleia Legislativa na última sexta-feira (1º).

A assessoria do presidente da AL disse que ele não comentará sobre a investigação por não ter sido notificado.

No documento, a que o G1 teve acesso, um dos funcionários diz que recebeu a proposta para ser funcionário fantasma do filho do deputado, o vereador de Porto Nacional Tony Andrade. Disse ainda que devolvia todos os meses parte do salário por transferência bancária diretamente para a conta de Tony e que chegou a entregar dinheiro em espécie nas mãos dele quando o volume de dinheiro ficava acima do limite permitido pelo banco.

O outro funcionário contou que era caminhoneiro e que seguiu viajando pelo país após ser nomeado assessor parlamentar. Disse que durante os três primeiros meses ficou com o salário integral e que depois passou a repassar parte do dinheiro a pessoas indicadas por Antônio Andrade. Disse ainda que conhece o parlamentar desde a infância.

O primeiro funcionário informou que foi contratado com salário de R$ 2,6 mil e devolvia R$ 2,2 mil para Tony Andrade. Atualmente, o salário dele seria de R$ 5.550 dos quais ele devolveria R$ 4,6 mil.

Operação Espectro II

O gabinete do deputado foi alvo de operação da polícia na última quinta-feira (31). A investigação gira em torno de 11 servidores que estariam recebendo sem trabalhar. Além de Antônio Andrade, também foram investigador servidores de Amélio Cayres (SD).

Os mandados foram cumpridos por agentes da Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (Dracma). Conforme o delegado Guilherme Rocha, os deputados não são investigados neste momento. “Conforme a coleta de provas e o aprofundamento das investigações verificaremos se terceiros se beneficiaram com esse esquema. Certamente há possibilidade, conforme a coleta de provas, de chegar a pessoas próximas ou até aos deputados.”

Fonte / G1 Tocantins

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