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Porto Nacional

‘Não pude dar um abraço’, diz filho de caminhoneiro que morreu com suspeita de coronavírus; Corpo deve ser cremado

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“Não teve como me despedir, não pude dar um abraço”. As palavras são do engenheiro agrônomo Derli Müller, de 29 anos, filho do caminhoneiro Ancelmo Müller, de 55, que morreu com suspeita de coronavírus, no Hospital Regional de Porto Nacional, na noite deste sábado (21). Por causa da pandemia que se espalhou pelo pais, o velório não será realizado em Jacutinga, no Rio Grande do Sul, onde a família mora. O corpo deve ser cremado no Tocantins, segundo a família.

Até a manhã deste domingo (22), o governo confirmou dois casos. Outros 79 casos suspeitos eram acompanhados e 17 foram descartados. A morte do caminhoneiro ainda está sendo investigada pela Secretaria Estadual da Saúde. O resultado do exame ainda não foi divulgado.

No dia 12 de fevereiro, Ancelmo pegou o caminhão e saiu de Jacutinga em direção ao Tocantins. O filho lembra que há 10 anos, o pai fazia o mesmo trajeto. Ele tinha amigos em Silvanópolis, no interior do estado, e ia até a região para transportar até os silos a soja colhida nas fazendas.

“Quando eu liguei na quinta-feira [dia 18 de março], ele me falou que estava com febre. Um bichinho tinha mordido ele, pensamos que até era um escorpião e achamos que a febre poderia ter sido por isso. Lá na fazenda onde ele estava, ele tinha pouco acesso à informação, lá quase não pega sinal de telefone. Meu pai não sabia direito o que estava acontecendo, a proporção que a doença tinha tomado. Eu até expliquei para ele”, comenta o filho.

Derli disse que falou para o pai ir até uma farmácia comprar remédios para controlar a febre. Ancelmo também tinha diabete e os remédios que ele tomava havia acabado. “Eu conversei com ele na sexta-feira, no momento ele estava comprando remédio, depois não conseguimos mais contato”, contou.

Depois disso, Derli recebeu telefonema da unidade de saúde de Silvanópolis, onde o caminhoneiro foi internado. Por causa dos sintomas de febre, tosse e desconforto respiratório, ele foi encaminhado para o Hospital Regional de Porto Nacional. “O isolamento foi muito rápido, a gente não conseguiu se comunicar com ele porque o celular dele tinha acabado a bateria. Ficamos angustiados, sem saber muitas notícias”.

A notícia da morte foi dada na madrugada deste domingo (22). Derli disse que a família tem esperanças de que não seja coronavírus. “Estamos torcendo para que não seja, justamente porque ele teve contato com muitas pessoas, nos preocupamos com isso”.

O engenheiro informou também que um amigo do pai está providenciando os documentos para que o corpo seja cremado no Tocantins, até porque velórios estão proibidos na cidade do Rio Grande do Sul, onde a família vive.

“A gente espera que quando a situação seja normalizada, conseguimos buscar a urna com as cinzas para velar na nossa cidade. Foi uma fatalidade, meu pai não vai voltar, mas podemos contribuir para que a doença não se alastre mais”, disse.

Derli era muito apegado ao pai. Lembrou que sempre gostava de viajar com Ancelmo no caminhão. “Meu pai viajou no dia 12 de fevereiro. Por causa disso, ele não participou do dia de campo, que é realizado pela empresa na qual trabalho, no dia 13. Eu não pude me despedir dele, não pude dar um abraço”, finalizou.

Secretaria Estadual da Saúde

A Secretaria Estadual de Saúde disse que as amostras do paciente tinham sido colhidas pelo município de Silvanópolis, já que o quadro estava dentro dos critérios para casos suspeitos do novo coronavírus. Além disso, ele já estava dentro da lista do último boletim de acompanhamento divulgado pelo governo.

O município de Silvanópolis fará monitoramento das pessoas que estiveram em contato com o paciente antes da internação e repassará as informações ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, segundo informou a secretaria.

Com informações do G1 Tocantins

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Jéssica Quirino: Conheça a trajetória da jovem Influenciadora Digital que se tornou referência no Tocantins

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A jovem portuense de 24 anos tem se destacado com trabalhos consistentes nas redes sociais e agregado valor a importantes marcas e empresas.

 

A Capital da Cultura do estado do Tocantins sempre se destacou por sua variada capacidade de produzir novos talentos em suas diferentes formas de manifestações artísticas e culturais e assim confirmando o importante tÍtulo de cidade fomentadora de cultura e pioneira em sempre inovar e apresentar seu potencial.

Dentro desse seleto grupo de talentos da terra, a jovem Jéssica Quirino, de 24 anos, acadêmica de Educação Física, vem conquistando a cada dia seu espaço como influenciadora digital e produtora de conteúdo, o seu trabalho tem crescido e também agregado valor a marcas de empresas de variados seguimentos como moda, música, saúde e bem estar, entre inúmeros outros trabalhos que tem feito da portuense uma referência dentro do mercado digital que vem crescendo substancialmente em todo Brasil.

 

Esporte e estudos

Jéssica Quirino, explica que o foco e a disciplina começaram quando ainda tinha 08 anos de idade, foi quando o esporte entrou em sua vida e de lá pra cá nunca esqueceu os ensinamentos e conceitos que carrega até hoje.

“Conheci o grande treinador José Roberto, sempre mais que um treinador para suas atletas. Um verdadeiro pai. O conselho de sempre era ‘Minha filhas arruma namorado não, foque nos estudos de vocês, namoro vai desviar vocês de tudo”.     Excelente profissional, e dava o sangue por nós.

As broncas também eram certeiras. Eu era a viciada do esporte, saia do setor Tropical Palmas em Porto Nacional para o centro olímpico, ginásio para treinar, jogar. E assim ganhei vários títulos e medalhas de melhor jogadora, ataque, saque, revelação.

 

Qualificação profissional e primeira profissão

Jéssica, fala com orgulho de um momento especial de sua vida, onde pode integrar projetos voltados à juventude e obter qualificação profissional.

“Entrei no projeto ProJovem Adolescente no Cras União no setor Vila Nova, lá fiz vários cursos, inclusive o de manicure, que foi a minha primeira profissão. Na época eu cobrava 10 reais, pé e mão.

Ensino médio, treinamento e dança

 

Jéssica discorre sobre um momento importante de sua vida, “No último ano do ensino médio, entrei no time da AABB, treinei por muito tempo lá. Ganhei uma família, eu era a mais nova do time, tinha apenas 16 anos. Foi quando comecei a treinar para ganhar mais desempenho, na academia Rithimus próximo ao Posto Guararapes”.

Lá eu conheci na época professor de dança, Marcelo Alessandro. Me via mexer o  corpo durante os treinos e me chamou para conhecer o projeto de dança dele chamado ‘Cia de dança Rithimus Dance’. Tímida total! Mas no projeto aprendi a ir desenrolando. Não cheguei a fazer apresentações, meus pais muito restritos.

 

A dançarina

Jéssica cita com carinho a chegada dos convites e começava ali brotar um sonho que se consolidaria mais tarde.

“Conheci a Ruth Rocha, não me lembro como a conheci, mas ela me chamou para dançar na Banda Doce Balanço”. Outra luta para os meus pais deixarem. Lembro que ensaiamos para uma temporada de carnaval. Passamos dias ensaiando, e chegando o dia meu pai e minha mãe não deixaram. Fiquei daquela forma né, como toda adolescente, emburrada.

Depois a Ruth me indicou para outra banda, a Moleca Sapeca, na época a vocalista Celia Araújo. Por muita insistência, meus pais deixaram. Foi a primeira banda que dancei. A partir daí, as portas foram se abrindo. Dancei na Doce Balanço, Banda Veja, Thaisa Marques, entre outras.

 

Monitoria de voleibol, faculdade educação física e banda

No início de 2015, fui monitora de voleibol na Escola Municipal Delza da Paixão e na escola Estadual Alcides Rodrigues, no projeto Mais Educação do governo estadual. Fiquei durante 6 meses, no segundo semestre, entrei na Faculdade de Educação Física.

Conheci o Jhonnys Marks e o Rafa Souza. Então eu e o Jhonnys fomos convidados a fazer a formação do ballet da Banda Nu Comando. Lá foi onde fiquei mais conhecida, rodamos muito o estado. Fique da antiga, a nova formação.

No mesmo ano fiz o curso de Bombeira Civil. Alguns dos meses de curso, trabalhei na AABB de Palmas e no Clube da Caixa Econômica Federal, para pagar o curso. Trabalhei em várias festas, em Porto/Palmas.

 

Estagiária e musa do Interporto

Em 2016 reencontrei ex-professor de Educação Física do ensino fundamental, na época dono da academia universitária. Onde me deu a oportunidade de estagiar. Após alguns meses recebi uma melhor proposta na acdemia Athletica.

Ainda em 2016, Jéssica foi eleita Musa do time de futebol de Porto Nacional, o Interporto, e ganhou destaque na mídia local e estadual. Neste momento o carisma, inteligência e versatilidade da jovem começava a ficar cada vez mais em evidência.

Trabalho na AABB

Comecei a trabalhar na AABB também, e então no meio de semana eu trabalhava na academia, estudava e aos finais de semana e feriados trabalhava como salva vidas. Eu tinha uma patroa excelente!

Na temporada de praia do ano, a banda que eu integrava fechou uma mega agenda, onde iria render bastante pra mim. Conversei com ela, e ela me deixou colocar um colega de trabalho no meu lugar.

O dinheiro que consegui durante essa temporada, tirei a minha carteira de habilitação e paguei 1 mês de faculdade. Foi uma benção, porque estava apertando o meu pai, apesar de eu ajudar com alguns custos.

Em 2018, no início do ano comecei a trabalhar Rone Carvalho personal,o verdadeiro diamante que me ensinou o que é realmente a educação física. O verdadeiro profissional.

 

Rainha do Carnaval e mudança pra Palmas

No ano de 2019, Jéssica Quirino, ganha expressividade ainda mais com a conquista de Rainha do carnaval de Porto Nacional, titulo esse que daria mais na frente novas oportunidades para a jovem ir mais além a se firmar.

Em março, o Jhonnys me mandou mensagem perguntando se eu estava preparada, e do nada ele já tinha arrumado trabalho, para morarmos juntos em Palmas.

Então, conversei com o Rone, com o coração na mão, pois atendíamos muitos alunos (considerava família). Não foi nada fácil! Eu não sabia se estava preparada, mas acreditava que melhores oportunidades me aguardavam. Depois de conversar com ele, fui falar com a minha mãe, foi um susto pra ela, pois nunca imaginávamos que iriamos ficar distantes assim.

Conversei com o meu pai também. Pra falar a verdade não lembro a reação dele, só da minha mãe, que foi o maior chororõ. Lá estudava e trabalhava durante a semana e aos finais de semana eu e o Jhonnys fazíamos shows.

 

Convite: Barões da Pisadinha

Nessa maratona de shows, dentre de um desses finais de semana, tive contato pela primeira vez com a Banda Barões da Pisadinha, fiz show com Forró Maroto, e logo após eles se apresentaram, em Taquaruçu.

Nesse meio termo, em setembro eu e o Jhonnys fomos convidados pela jornalista e radialista Natalia Batista, para fazer um trabalho com a ExpoPalmas. Gravar uma vinheta convidando pessoal para o evento, principalmente para Os Barões da Pisadinha.

No dia do show deles, foi a turma da academia e nos divertimos bastante, apesar de o show ser quase cancelado por falta de compromisso do sindicato com a banda. Enfim. No dia seguinte sexta-feira, estava me arrumando para dar aula (estagiar), era umas 5 e meia da manhã recebo uma ligação com DDD diferente, desligo pensando ser a operadora, outra vez tocou e outra vez, até que atendi, era o Rodrigo Barão me chamando para fazer para fazer 3 shows, o final de semana, em  Minas Gerais.

Para mim foi um susto, foi bastante conversa e negociações. Fui conversar com a minha patroa, com o maior medo, pois ela era rígida, e tive que enfrentar o medo. Falei que estaria de volta para finalizar o projeto com as mulheres, que foi o combinado com eles também. A reação dela foi maravilhosa! Ela deu o maior apoio e me liberou.

As 10 da manhã saímos. Meu primeiro show foi no estado que logo me encantei, não lembro o nome da cidade, perdi muitos arquivos. A partir daí, organizei com a academia, tranquei a minha faculdade e fui trabalhar conhecendo o Brasil. O último show foi aqui em Porto Nacional, foi uma grande maratona de vários na semana de carnaval.

Esse trabalho com Os Barões da Pisadinha, colocou ainda mais em evidência o talento, brilho e profissionalismo da jovem portuense Jéssica Quirino, que rodou o Brasil levando seu talento e representando as suas origens e transmitindo alegria e orgulho de fazer aquilo que ama.

Pandemia e novos projetos

Com a chegada da pandemia, a classe artística não conseguiu manter a rotina de shows e consequentemente o mercado sentiu e muitas pessoas tiveram que se reinventar e iniciar novos projetos porque o novo normal exigia ainda mais de cada pessoa, e assim Jéssica Quirino não parou, seguiu em frente e iniciou com êxito várias trabalhos com divulgações e ampliou seu espaço nas redes sociais e confirmou seu nome como influenciadora digital.

Gravou clipes, propagandas, e se impôs no mercado digital com a mesma força e garra que sempre carregou e que fez ganhar o Brasil, retomou sua faculdade e vem a cada se firmando como uma grande profissional da área digital e se tornando referencia para muitos jovens que se inspiram na sua vida e que agora conhece melhor sua trajetória.

 

Por: Willian da Luz com informações de Jéssica Quirino

Fotos: Arquivo pessoal

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Artista Portuense abre exposição com portas entalhadas e outras obras

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O artista Júlio Teixeira expõe suas obras para o público de Porto Nacional.

A exposição Portas e Portais do artista portuense Júlio Teixeira terá início nesse sábado, 16, às 18h, no ateliê da casa do próprio artista na cidade de Porto Nacional. A exposição traz obras de 30 anos de trabalho em madeiras talhadas e óleo sobre papel.

As obras são realizadas em portas e portais de Mogno com desenhos artísticos entalhados em símbolos herméticos e que mostram a evolução de Júlio ao longo desses 30 anos, “A proposta é mostrar 30 anos de trabalho. Obras inéditas, que nunca foram expostas, mas que são frutos desse trabalho”, diz o artista que, próximo de completar 80 anos de idade, se entrega em suas obras, “de algum modo conta a história da minha vida no sentido artístico. É a minha alma, feito com muito sacrifício, porque transportar portas de um lado para o outro não é tão leve”, conclui o artista bem-humorado.

A exposição faz parte do projeto que foi contemplado pelo Prêmio Emergencial, Lei Aldir Blanc do Tocantins, do Governo do Estado do Tocantins por meio da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), com apoio do Governo Federal pelo Ministério do Turismo, através da Secretaria Especial da Cultura e Fundo Nacional de Cultura.

A exposição foi produzida pela produtora Fluxo Criativo, contou com a curadoria do artista Vone Petson e ficará exposta na residência do artista, aberta para o público com visitação nas segundas, quartas e sextas-feiras das 16h às 20h, no endereço Av. Manoel José Pedreira, 906, Setor Aeroporto – Porto Nacional.

Durante o domingo, 17, será ofertadas duas oficinas no mesmo local da exposição, uma pela manhã, às 9h, de Tai Chi e outra pela tarde, às 14h de  Talhe em Madeira, ministrada pelo próprio artista.

 

Por / Ana Elisa Martins/Assessoria de Imprensa

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Ex-secretário de Saúde de Brejinho de Nazaré e empresário têm bens bloqueados em até R$ 299 mil

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A Justiça deferiu pedido de liminar do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e determinou o bloqueio de até R$ 299.732,92 em bens do ex-secretário de Saúde de Brejinho de Nazaré, Wilkey Fernando Lourenço de Oliveira, e do sócio-administrador da empresa Ecoter Construção Civil e Terraplanagem, Félix Rozeno de Lira Neto.

Eles são réus em ação civil pública por ato de improbidade administrativa, referente a supostas irregularidades em licitação realizada no ano de 2016 e nos pagamentos decorrentes do respectivo contrato, que totalizaram o valor de R$ 74.933,23. O bloqueio dos bens visa assegurar meios para o ressarcimento do prejuízo causado aos cofres públicos e para o pagamento de multa, em caso de eventual condenação judicial.

A ação civil pública foi proposta pela 5ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional, que atua na área de defesa do patrimônio público. Conforme apurado, a licitação desconsiderou a obrigatoriedade de apresentação do estudo técnico preliminar, do projeto básico e de justificativa formal para a não realização do processo licitatório na modalidade pregão, entre outras. Também foram constatadas irregularidades na prestação do serviço e superfaturamento dos valores.

A obra licitada refere-se à reforma e construção do muro no Centro de Ações da Vigilância em Saúde. O serviço foi pago com recursos do Fundo Municipal de Saúde.

A liminar para o bloqueio de bens do ex-secretários e do empresário foi expedida pela Justiça em 23 de setembro, sendo o Ministério Público intimado da decisão na última sexta-feira, 1º.

Fonte / MPE-TO

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