Perito oficial ministra palestra sobre emissão de controles de poluentes em Palmas

Na tarde desta segunda-feira (12), foi realizado na sede do Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Tocantins –  Sindiperito, em Palmas, um workshop com o tema “Procedimentos legais nos casos de fraudes no sistema de controle de emissões veiculares”. O evento foi realizado por iniciativa da Seção de Engenharia Legal e Meio Ambiente (SELMA), do Instituto de Criminalística do Estado do Tocantins, e teve como objetivo instruir sobre o funcionamento regular do sistema de tratamento de gases de veículos pesados.

 

Na oportunidade, o perito oficial Marcelo Sábia abordou, de forma clara e objetiva, todos os aspectos técnicos que compõem os sistemas de emissão de poluentes de veículos pesados, bem como demonstrou os prejuízos à saúde humana e ao meio ambiente causados pela adulteração dos veículos.

O perito também discutiu sobre os procedimentos legais a serem adotados quando são encontrados diversos tipos de fraudes.

 

O evento contou com a participação de autoridades do Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Rodoviária Federal, Delegacia do Meio Ambiente (DEMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), Naturatins, Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Polícia Militar.

 

Ao final do workshop, Marcelo Sábia ressaltou a importância do evento, que superou as expectativas previstas e reuniu integrantes de vários setores, bem como das forças de segurança. “A integração entre as instituições é de importância vital para a solução do problema apresentado durante o evento, sendo que o Estado do Tocantins é referência nacional no combate a esses tipos de fraudes”, disse.

 

Entenda

 

Os veículos pesados fabricados a partir de 2012, para atenderem a fase P-7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE, obedecem a um nível máximo de emissões de material particulado e de NOx.

 

O sistema de tratamento de gases predominante no Brasil é o SCR (Selective Catalytic Reduction ou  redução catalítica seletiva), que precisa do reagente conhecido como ARLA 32, abreviatura de Agente Redutor Líquido Automotivo, composto por 32,5% de ureia de alta pureza e 67,5% de água desmineralizada. No entanto, para economizar, as transportadoras e caminhoneiros fraudam o sistema de várias formas, dentre elas:

 

•          Diluição do ARLA 32 com água de torneira;

•          Obtenção de ARLA 32 de forma caseira, utilizando ureia agrícola e água de torneira;

•          Adulteração do sistema eletrônico do caminhão para inibir o consumo de Arla 32.

 

Essas fraudes equivalem a 20 anos de atraso ambiental, pois as emissões de NOx de um caminhão da fase P-7 do Proconve adulterado equivalem às emissões de 5 caminhões não adulterados.

 

Um estudo divulgado recentemente pela AFEEVAS (Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul) demonstrou que o consumo de Arla 32 está entre 45% e 50% abaixo do necessário para atender a frota de caminhões em circulação no Brasil.

 

Diante desse número alarmante, a PRF tem intensificado as fiscalizações e tem flagrado veículos irregulares com frequência. Vale ressaltar que, desde o mês de novembro de 2017 até a presente data, o Instituto de Criminalística já examinou mais de 40 caminhões apreendidos pela PRF, em todo o Estado do Tocantins.

Fonte: SSP-TO

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Anuncie aqui, clique aqui para entrar em contato.

Veja também

Porto Mídia - PodCast

Publicidade

WhatsApp Image 2021-12-06 at 18.51.44
WhatsApp Image 2021-11-20 at 07.01.56
WhatsApp Image 2021-11-19 at 12.16.21
271167716_1371306459985553_2769517668468713410_n
WhatsApp Image 2021-08-06 at 08.36.06
WhatsApp Image 2021-10-29 at 09.23.51

Anuncie aqui,
clique aqui para entrar em contato.

Já conhece nosso podcast?